AS FORTIFICAÇÕES ABALUARTADAS

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CONCEPTO

As construções defensivas tradicionais, herdadas da etapa medieval, baseavam-se no tradicional castelo, normalemnte levantado sobre formações rochosas, e as cidadelas, defendidas por cortinas de altas muralhas e torres que as protegiam, elevando sua altura inclusive acima daquelas, para impedir a escala do recinto pelas forças assaltantes.

Com os avanços da artilharia, que na década de 1450 já estava dotada de uma considerável potência destrutiva, se vió que os altos muros medievais, sucumbiam ante o fogo inimigo.

Se propôs, inicialmente em Itália, rebaixar a altura das defesas, em especial de suas torres, para que oferecessem menor branco às novos peças de artilharia. Acentuaram-se as dimensões dos fossos e se adequaram as novas torres e cortinas, para poder servir de assento às bateías defensivas.

A fortificação abaluartada (ou à moderna) inicialmente introduziu melhoras nas velhas fortificações (ver plano de Marvao, em Portugal), adicionando elementos novos nos pontos que se considerban mas débeis do recinto. Podem observar-se em angulos e flancos, as novas torres de planta poligonal, chamadas baluartes ou bastões.

As fortificações abaluartadas, as vezes confundidas com as construções Vauban, formavam uma complexa trama de construções defensivas, traçadas por meio de uma geometria perfeita, cujo objetivo básico era permitir somente o passo das forças assaltantes, por uma série de lugares que estavam perfeitamente batidos pela artilharia da vaga.Basicamente estavam formadas por um sistema de traça em estrela, onde uma série de lenços de muralllas (cortinas), uniam-se por uns fortificações de forma poligonal, chamados baluartes.

O traçado de todo o sistema, dificultava o acesso às vagas asesiadas por meio de fossos e outros obstáculos, que impediam em grande parte, o impacto direto da artilharia de lugar e a incursão da cavalaria e infantaria de assalto.

PLANOS

Plano das reformas abaluartadas de Marvou (Potugal)

Trata-se de um exemplo evidente, da evolução das fortalezas medievais a fortificações "à moderna". Pode observar-se como se adicionaram nos vértices da fortificação medieval, baluartes mas ou menos grandes, com o objetivo de reforçar o conjunto. Ao mesmo tempo, completam-se as estruturas defensivas dos acessos aos diferentes recintos.

 
Fortificação pentagonal Planta da fortificação de Olivenza (Badajoz)
Fortificação abaluartada de Badajoz (1812) Plano de Valencia de Alcántara
Planta e seção do fosso situado entre os baluartes de San José e San Vicente (fortificação abaluartada de Badajoz)
Detalhe de planta da fortificação abaluartada de Badajoz
ELEMENTOS

Baluarte

Fortificação de forma poligonal e planta pentagonal, situado na interseção de duas cortinas. Consta de dois flancos, duas caras e uma gola (cara onde se une às cortinas).

Posto de artilharia

Espaço ou abertura entre duas merlones, onde se encravava uma peça de artilharia.

Merlón

É a parte do flanco do baluarte que sobressai entre dois cañoneras

caponera

Casemate

Construcción acorazada, destinada generalmente a la protección de piezas de artilleria y de sus servidores. Puede situarse sobre el propio adarve, bajo este y a distintos niveles.

Caponniere

Cuerpo de guardia protegido con casamata, desde donde se podía hacer fuego con seguridad, situados a veces en la contraescarpa para proteger la invasión del foso o servir de galería comunicación con otro elemento de la fortificación.

Matacán

Obra defensiva situada en lo alto de un muro o puerta, que sobresale por su parte exterior. Se utilizaba para arrojar proyectiles, líquidos y otros materiales ardiendo, sobre el enemigo.

Cortina

Lenço de muralha retilínea situada entre dois baluartes.

Adarve

Parte alta da cortina, baluarte ou revellín, depois da que se protegiam os defensores.

Caras do baluarte

Cada um dos muros que olham para o exterior da fortificação. Desde seus adarves se controlava ou impedia a aproximação do inimigo, por meio dos fusileros e as peças de artilharia.

través caballero parapeto y banqueta

Través

Obra exterior situada geralmente sobre a contraescarpa, cujo destino era servir de parapeito para defender-se dos fogos de enfilada, de flanco, de revés ou de rebote. Também era um obstáculo mais para estorvar o passo, por ficar muito estreito o caminho coberto.

Cavaleiro

Obra defensiva interior, situada a um nível mais elevado do que o da líne principal da fortificação. Isto permitia por sua situação dominante, que sua potência de fogo cobrisse todo o campo circundante. Na fotografia, luzido em cor amarela.

Parapeito e Banqueta

Parede ou muro que se elevava sobre o adarve, depois da que se protegiam e transitavam as forças que defendiam a fortificação. Sobre o mesmo adarve e depois do parapeito, situava-se a Banqueta, obra de terra ou alvenaria que a modo de banco corrido permitia disparar aos fusileros convenientemente protegidos.

Escarpa

Plano inclinado desde o cordão até o fosso, na a margem interior deste.

Contraescarpa

Ressalte, vertical ou em plano inclinado, localizado na margem exterior do fosso de uma fortificação.

Berma

Reforço ou adicionado situado ao pié da escarpa ou muro principal, que ademais servia para conter a queda deste em caso de impactos persistentes da artilharia.

Fosso

Escavação profunda que circuvala um castelo ou fortaleza, situada entre os muros ou cortinas principais e o exterior.

Cordão

Entre a parte superior da muralha ou adarve e o plano inclinado que descia ao fosso, colocava-se uma moldura de perfil semicircular conhecida como cordão.

Glacis

Terreno despejado em suave declive, que parte dos elementos exteriores de uma fortaleza. Os glacis impediam a aproximação dos assaltantes e ocultavam a fortificação ao fogo direto.

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Barreira. Isto cercas levaram a cabo com madeiras penetrantes, impedir o passo de cavalheirismo expresso e infantaria. Primera do conque de defesas contou um quadrado forte. Mina.Túnel cavado pelos sitiadores colocar uma carga explosiva e demolir uma parede. Contramina. Escave que partiu do interior da fortificação para evitar a ação das minas inimigas. Eles também foram semeados para os fazer explodir debaixo dos atacantes.

Média lua ou luneta

Tratava-se de construções de planta triangular, que costumavam ter seus flancos revestidos de pedra, e podiam estar dotados de artilharia. Situavam-se no interior dos fossos, entre dois baluartes.

Obras exteriores ou fortes

Construções levantadas em pontos geográficos que se elevavam sobre a fortificação principal, sendo suas principañes pontos de defesa.

Revellín

É uma construção semelhante à luneta, mas destinada geralmente a cobrir um baluarte ou uma porta.

Orejón

Magro arredondado de um baluarte, destinado à proteção das saídas de tropa por uma poterna próxima.

Caminho coberto

Trata-se de um caminho de circunvalação interior à periferia da fortificação, pelo que os defensores podem mover efetivos a talher do fogo sitiador.

Baterista

Plataforma onde se assentava um conjunto de bocas de fogo, destinas a bater um determinado objetivo. Sua localização podia coincidir ou não com os flancos de um baluarte, ou situar-se num lugar estratégico.

Armadilhas

Eram oquedades escavadas aos pés dos muros, no fosso. Cobertas de tabelas e malezas ocultavam afiadas estacas aos que caíam irremediavelmente os atacantes.

Aspilleras

Troneras longas e estreitas, abertas nos muros e passos dos acessos aos diferentes enclaves de uma fortificação. Estavam ocupadas por grupos de fusileros.

Guarita

Estrutura sobressalente de uma muralha, situada numa esquina ou cerca de uma entrada. De forma cilíndrica ou poligonal, albergabaen seu interior um sentinela.

Poternas

Portas secundárias, situadas sob as cortinas para comunicar o inetrior da fortificação com os fossos, facilitando o envio de forças a diferentes pontos, segundo as necessidades de cada momento.

Puente levadizo

Acesso a uma das portas da vaga, que ao ser elevado mediante um torno, impedia o passo ao interior da mesma.

Portas fortificadas

Para impedir o acesso à cidade pelas portas, estas eram forticadas, isolando-as por meio de uma ponte levadizo ou interpondo um revellín com dupla porta (as vezes em recodo).

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Plaza de armas e traveses vistos desde o fosso do baluarte
Em vermelho, sobre o plano, traveses e vaga de armas.

FORTIFICAÇÕES ABALUARTADAS

DA FRONTEIRA de EXTREMAdura E ALENTEJo

As relações entre os reinos de Portugal e Espanha passou ao longo da história por uma prolixa série de encontros e desencontros. Casais entre famílias reais originaram por uma parte alianças, e por outras grandes disputas sucessórias. Tudo isso dió lugar a grandes conflicitos penisulares, alentados por Inglaterra e França que temiam uma península ibérica unida e um império que sem dúvida dominaria o mundo. Estas lutas originaram a fortificação da fronteira, para agüentar nos tempos de crises o avanço dos exércitos invasores. entre os séculos XVII e XVIII as novas técnicas de artilharia ficaram obsoletas e as fortificacione medievais, resultavam muito vulneráveis a este tipo de ataques. As muralhas se converteram em cortinas (mas baixas e inclinadas) e as torres em baluartes, elementos de forma pentagonal que toleravam melhor os impactos dos novos projéteis. Assim surgiram as fortificações abaluartadas que os reinos de Castilla e Portugal dispuseram ao longo da Raia fronteiriça.

Éstas grandes fortalezas que normalmente rodeavam as cidades, estavam compostas por um traçado geométrico, situando baluartes em pontos estratégicos e unindo estes por cortinas defendias por profundos fossos.

As vezes, adiante de cada cortina, interpunha-se uma luneta ou revellín, para protegê-la devidamente. As portas fortificadas se situavam nos custados dos baluartes ou no meio de uma cortina. Em ambos casos, muitas vezes se antepunha um revellín com porta em recodo e ponte levadizo.

As alturas que rodeavam a fortificação, eram ocupadas por fortes mas ou menos grandes que estavam relalizados com os mesmos elementos defensivos, protegendo a cidade desde o exterior e pegando ao inimigo entre dois fogos.

Todas estas fortificações formam um conjunto defensivo de características únicas no mundo. Seu estado de conservação e importantancia estratégica e militar são muito diferente em cada caso. A única cidade que conserva quase a totalidade da obra militar, é Elvas.

Nesta mesma localidade se situam o Forte de Nª Sª de Graça, conhecido igualmente com o nome de Forte da Estrela. Construído por Lippe no século XVII é possivelmente a foraleza mas inexpugnável de toda Europa. Badajoz foi a fortificação abaluartada mas importante por seu tamanho e importância militar, mas grande parte de seus elementos foram arrasados na primeira metade do século XX.

Valencia de Alcántara, Olivenza por parte espanhola são outros pontos importantes, junto a pequenas obras de reforço em outras populações como A Codosera ou Alburquerque.

Em Portugal destacam de norte a sul, Castelo de Vide, Marvao, Portalegre, Estremoz, Jorumenha ou Monsaraz.


CAMPO MAIOR OUGUELA  
ELVAS BADAJOZ OLIVENZA
CASTELO DE VIDE ESTREMOZ ALCANTARA
MARWAO MOURAO VALENCIA DE ALCANTARA
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 Antonio García Candelas        Sugestãos e impressõe

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